sábado, 22 de setembro de 2012

Papel dos pais na educação dos filhos

Quem é responsável pela educação do filho, o pai ou a mãe?, hoje brinquei com meus companheiros de evangelização, por eles usarem um chavão quando as crianças não querem se aquietarem durante a espera para o passe: "vou chamar a tia Maria", claro tia maria sou eu, a bruxa usada para sossegar as crianças. rsrs, mas fiquei pensando em quantas vezes fazemos isso dentro de nossos lares, com nossos filhos: "se você não ficar quieto vou contar para o seu pai" e sempre sem pensar que simplesmente estamos abrindo mão do nosso papel de educador. em um lar, pai e mãe são responsáveis pela educação do filho, não deve haver separação destes papeis, da mesma forma, que se uma mãe não souber fazer uso de sua autoridade de mãe, como que o pai, que passou o dia inteiro fora, pode corrigir algo que ele nem viu acontecer? ou então a mãe muito boazinha, não corrige o filho, deixa para o pai, mas quando o ai briga mais feio com o filho, ela defende o filho: "coitadinho, não precisar de tanto.." e o que acontece com a criança em meio a toda esta confusão? claro, rapidinho ela fica sabendo com quem pode chantagear, fazer jogo, e por ai vai... .
então, mães e pais, precisamos entrar em um consenso, para que nossos filhos possam ser educados pelas duas pessoas realmente responsáveis por ela, sem um jogar a responsabilidade para o outro, caso contrário quem vai perder e muito são os nossos filhos que crescem sem noção do "certo ou errado", uma vez que nem os dois adultos que ele admira tanto, entra em um acordo sobre este tema.

Maria Miranda Cardoso. evangelizadora infantil

terça-feira, 18 de setembro de 2012

retire do site: http://www.searadomestre.com.br, lá tem muito mais. bjs a todos




         Prece inicial

         Primeiro momento:
 contar a história respeito a propriedade. Utilizamos para contar a história duas gravuras feitas po Cleusa Lupatini, evangelizadora do Grupo Espírita Seara do Mestre, porém podem ser utilizados outros recursos: desenhar a história no quadro enquanto vai sendo contada, recortes de revistas, gravuras de livros.


         Segundo momento:
 logo após breves comentários com as crianças a respeito da história, fazer a "brincadeira de perguntas e respostas". Levar várias perguntas referentes ao assunto, em uma caixinha. Colocar uma música e deixar que as crianças passem a caixa umas para as outras. Quando a música parar, a criança que estiver com a caixa deve retirar uma pergunta e respondê-la. Caso o evangelizando não saiba ler, o evangelizador poderá fazê-lo. Esta aula foi utilizada no jardim, onde muitas crianças não estão alfabetizadas.
Sugestões de perguntas:

             Pedro viu que Vinícius deixou cair R$10,00. O que ele deve fazer?

         
    Se fazermos algo escondido, quem é que sempre vai saber o que fizemos?

         
    Eduardo pegou o carrinho de Pedro emprestado sem pedir. O que você diria a Eduardo se tivesse visto?

         
    Quando achamos algo que não nos pertence, o que devemos fazer?

         
    Jesus nos ensinou a amar nossos irmãos. Então, cuidando e respeitando as coisas dos outros estaremos colocando em prática os ensinamentos de Jesus?

         
    O irmão de Antônio ganhou um chocolate. Antônio ficou com uma vontade enorme de comê-lo, ele deve pegar o chocolate ou pedir ao irmão?

         
    Helen emprestou sua boneca para Natália, o que Natália deve dizer?

         Terceiro momento:
 pintar a gravura 1 que ilustra a história contada.

         Prece de encerramento

         Evangelizadoras: Carla e Potira - Jardim

Respeito à propriedade alheia 
         Era uma tarde de domingo muito bonita e ensolarada. Os pássaros cantavam, as borboletas enfeitavam alegremente as flores e todos os animais brincavam felizes.

         Foi então que Joãozinho disse a seu amigo Antoninho:

         - Vamos aproveitar este dia bonito e passear no pomar de maçãs do Seu Joaquim?

         Antoninho, com água na boca, respondeu:

         - Oba! Vamos sim, quero comer aquelas maçãs maravilhosas!

         Assim, foram correndo até o pomar. Chegando lá, olharam para todos os lados, para ver se não havia ninguém. Foi então, que após espreitarem com cuidado, subiram nos pés de macieiras.

         Joãozinho dizia sorridente:

         - Olha, Antoninho, que frutas deliciosas!

         - São saborosas!

         Antoninho, com o os olhos brilhando, respondeu:

         - É verdade, ainda bem que podemos comer de graça. Vamos comer muitas maçãs e levar o que pudermos para casa.

         E assim o fizeram.

         Continuaram a comer muitas maças e quando já estavam apanhando algumas frutas para levarem embora, avistaram uma menina que se aproximava.

         Era a Aninha, a sobrinha do Seu Joaquim.

         Ficaram assustados, mas depois pensaram: é só uma menina!

         Aninha se aproximou e perguntou:

         - Quem são vocês? O que vocês fazem no pomar do tio Joaquim?

         Eles responderam baixinho:

         - Viemos comer algumas maças.

         - E vocês pediram permissão para meu tio? - indagou Aninha.

         Os dois se olharam e disseram que ninguém estava vendo.

         Aninha apontou para o céu e disse:

         - Deus está vendo, Ele sabe tudo o que fazemos e somos responsáveis pelas nossas atitudes.

         Após ouvirem o que Aninha falou, Joãozinho e Antoninho ficaram envergonhados.

         - Você tem razão Aninha, Deus vê tudo o que fizemos, por isso, devemos sempre agir corretamente, disse Joãozinho.

         Antoninho tomou coragem e pediu desculpas. Disse que desse dia em diante sempre pediriam permissão para pegarem coisas que não fossem suas, respeitando as coisas alheias.
Carla Kitzmann


 


terça-feira, 4 de setembro de 2012


“Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude.” - Emmanuel
Importância da Evangelização da Criança
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
Lembrando a questão nº 383 de O Livro dos Espíritos, percebemos que a formação moral e espiritual da criança durante seu estágio pela infância é uma necessidade, pois colabora para o seu adiantamento, preparando-a, também para o futuro.
Portanto, torna-se dever nosso preparar as crianças para a realidade do novo mundo que está nascendo, despertando-lhe as forças interiores, fazendo-a aflorar no plano da consciência, colocando-as em contato com os princípios codificados por Allan Kardec, e à luz do Evangelho de Jesus. Lembrando-nos ainda de que – “Educação não procura integrar o ser em desenvolvimento numa dada situação social ou cultural, mas na condição humana, salvando-o dos condicionamentos animais da espécie, elevando-o ao plano superior do espírito”. (Herculano Pires)
“Jesus chamava as crianças a si para abençoá-las e despertá-las, com palavras de amor, os sentimentos mais puros”; contribuamos, pois, cada qual da maneira que puder, para que nossas crianças sintam que Ele, o Divino Benfeitor, é, realmente, o Caminho, a Verdade e a Vida...
A Evangelização é um processo que transcende a simples transmissão de normas morais de superfície.
A INSTRUÇÃO INFORMA.
A EDUCAÇÃO FORMA.
A EVANGELIZAÇÃO TRANSFORMA.
Nossas crianças são recém-nascidas, mas não são recém-criados.
Tal fato é compreensível à luz do princípio reencarnacionista, uma vez que, como espíritos eternos somos portadores de experiências milenares, nem sempre dignamente vividas, carecendo de nos modificar, buscando no Evangelho de Jesus, a elaboração de uma personalidade cristã, base da autêntica felicidade.
A Evangelização é por isso, meta atual e inadiável. Trabalho de expressiva envergadura, a exigir espírito de testemunho e inabalável confiança em Deus.
Dos Evangelizadores e suas atribuições
Dentre outras destacamos as seguintes:
  • desenvolver a programação previamente estabelecida;
  • ser assíduo e pontual;
  • interessar-se pelas atividades do DEC;
  • estimular e apoiar as crianças e/ou jovens para participação de atividades doutrinárias com o objetivo de integrá-las na Casa Espírita;
  • participar dos encontros, reuniões e cursos promovidos pela Casa Espírita e E.E.E.;
  • participar de reuniões de estudo de evangelho e doutrina.
“O Cristianismo puro, tal como Jesus pregou e exemplificou, é a força, é o fermento que há de reformar a sociedade, agindo nos corações e nos lares. É do coração renovado, é do lar convertido em templo de luz e de amor que surgirá a aurora de uma nova vida para a humanidade”.
Vinícius, em “O Mestre na Educação”.
O estudo do Evangelho à Luz da Doutrina Espírita
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
Finalidades
  1. EXTRAIR O ESPÍRITO DA LETRA
  2. SENTIRMOS A LIÇÃO
  3. SITUAR-NOS NA MENSAGEM, PARA EXEMPLIFICÁ-LA
  4. RENOVAR-NOS
No estudo do Evangelho
1. OBSERVAR:
  • O SENTIDO GERAL DO TEXTO
2. ANALISAR:
  • O SENTIDO PARTICULAR DE CADA VERSÍCULO, EXPRESSÃO OU PALAVRA. (USAR DICIONÁRIO SE PRECISO)
3. DESTACAR
  • QUEM (DEUS, JESUS E DEMAIS CRIATURAS), COMO, ONDE, QUANDO, O QUÊ?
  • COMO SE EXPRESSA A MENSAGEM: POR SENTIMENTOS, PENSAMENTOS, PALAVRAS, ATITUDES, GESTOS, AÇÃO.
Manuseio da Bíblia
A BÍBLIA SE DIVIDE EM
  • VELHO TESTAMENTO (V.T.)
- LEIS, PROFECIAS, HISTÓRIA E SABEDORIA
  • NOVO TESTAMENTO (N.T.)
- 4 EVANGELHOS – 3 SINÓTICOS: DE MATEUS (MT.), MARCOS (MC.) E LUCAS (LC.); E O EVANGELHO DE JOÃO
- ATO OU ATO DOS APÓSTOLOS (LUCAS)
- 21 EPÍSTOLAS OU CARTAS – DE PAULO (14), TIAGO (1), PEDRO (2), JOÃO (3), E JUDAS (1)
- APOCALIPSE OU REVELAÇÃO (JOÃO)
Os quatro Evangelhos
MATEUS:
  • ESCREVEU PARA OS JUDEUS CONVERSOS.
  • MOSTRA JESUS COMO O MESSIAS ANUNCIADO PELOS PROFETAS, POR ISSO FAZ REFERÊNCIAS CONSTANTES AO VELHO TESTAMENTO
MARCOS:
  • O MENOR DOS EVANGELHOS
  • ESCREVEU BASEADO NAS NARRAÇÕES DE PEDRO, POIS ERA SEU SOBRINHO. SEU NOME: JOÃO MARCOS.
  • DIRIGIU SEUS ESCRITOS AOS ROMANOS CONVERSOS
  • É O EVANGELHO DOS “MILAGRES”
LUCAS:
  • LUCAS ERA MÉDICO, AMIGO E COMPANHEIRO DE PAULO DE TARSO EM SUAS VIAGENS
  • ESCREVEU O EVANGELHO BASEADO NAS NARRAÇÕES DE MARIA, MÃE DE JESUS
  • É O EVANGELHO MAIS METÓDICO E COM A LINGUAGEM MAIS CORRETA
  • DEVIDO AO FATO DE SER MÉDICO, SEU EVANGELHO É CARACTERIZADO PELAS CURAS
  • DIRIGIU SEUS ESCRITOS AOS GREGOS E AOS POVOS ESTRANGEIROS, DE MODO GERAL
JOÃO:
  • PREOCUPOU-SE MAIS EM DESCREVER OS DISCURSOS PROFUNDOS E ABSTRATOS DE JESUS
  • OBJETIVA MOSTRAR JESUS COMO O FILHO DE DEUS, O CRISTO.
Os quinze Princípios Básicos
  1. Deus
  2. Jesus
  3. Espírito
  4. Perispírito
  5. Evolução
  6. Livre arbítrio
  7. Causa e Efeito
  8. Reencarnação
  9. Pluralidade dos Mundos Habitados
  10. Imortalidade da alma
  11. Vida Futura
  12. Plano Espiritual
  13. Mediunidade
  14. Influência dos Espíritos na nossa vida
  15. Ação dos Espíritos na Natureza
Música na Evangelização da Infância e Juventude
“A música é o médium da harmonia. A harmonia põe a alma sob o império de um sentimento que a desmaterializa”. (ROSSINI - OBRAS PÓSTUMAS - KARDEC)
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
Benefícios da música:
  • Estimula o gosto estético, a criatividade, a socialização e a iniciativa
  • Desenvolve o senso de harmonia e beleza
  • Exercita o senso rítmico a atenção e a percepção
  • Recreação
Na Escolas de Evangelizaçao Infanto-Juvenil a atividade musical objetiva:
  • Facilitar o conteúdo evangélico doutrinário.
  • Harmonizar o ambiente
  • Despertar a sensibilidade dos ouvintes (diferente de sensibilizar).
Possibilidades da música na Evangelização
  • Introduzir conteúdo
  • Apresentar conteúdo/desenvolvimento
  • Fixação/conclusão
  • Contar histórias
  • Incluir na fala do personagem
  • Jogos musicais: qual é a música?
  • Interpretação artística e da letra.
  • Seccionar a música
  • Concluir ensinado a música
  • Utilizá-la para acalmar, para alegrar, para distrair, para prender a atenção.
A escolha das músicas
  • melodias bonitas – harmônicas.
  • letras de teor doutrinário evangélico.
  • adequação ao nível da classe.
  • originalidade. Evitar adaptação de letras evangélico-doutrinárias a melodias populares. Em geral, há prejuízos de ambas. Ao fazermos isso estaremos incorrendo em dois erros: desrespeitando a propriedade alheia, plagiando e invocando tudo o que a harmonia e a melodia daquela música esteja vinculada.
  • adequação ao momento, tema ou festividade.
Ensino das músicas
  • quanto ao evangelizador:
- saber, com segurança, melodia e letra da canção que vai ensinar, para evitar a transmissão de erros. Articular bem as palavras. A percepção da mensagem é precedida pela compreensão da letra.
- a música na Evangelizaçao deve ser transmitida sempre com alegria e desembaraço (diferente de euforia, a alegria é espontânea e agradável), mesmo que lenta ou que leve à introspecção.
  • quanto à classe, ao ensinar:
- escrever a letra num quadro ou papel metro, ou distribuir cópias com a classe (se as crianças não forem alfabetizadas este passo não se fará; elas aprenderão por imitação¬ auditiva).
- cantar toda a canção com a interpretaçao adequada (letra e música) para que a classe tenha uma idéia geral da obra.
- ensinar por trechos, recomendando à classe que primeiro ouça e depois repita o que foi cantado (quantas vezes forem necessárias).
- corrigir imediatamente os erros que aparecerem para evitar que sejam fixados, porém com carinho e cautela para não constranger (Olha, veja bem como se canta...). Evitar, entretanto, exigir em demasia da criança. O acerto pode vir com o tempo.
  • Importante:
- evitar cantar “gritando”.
- pronunciar claramente as palavras.
- que a classe saiba o que está cantando. Quando necessário o evangelizador deve fazer uma explicação prévia da canção.
A utilização dos Recursos Didáticos na Evangelização
É indispensável utilizar-se de todos os avanços da ciência da educação no cumprimento da tarefa de Evangelizar. Que façamos estudos sistematizados dos métodos e técnicas existentes para melhorar e acelerar o processo da Evangelização, mas entendamos que será muito difícil submeter às luzes da mensagem do Evangelho, que carreiam criatividade, intuição, sensibilidade, acuidade mediúnica, aos parâmetros rígidos dos recursos puramente humanos.
A vibração amiga que envolve e agasalha, a atitude firme – mas cristã, o sorriso fraterno que aprova o gesto nobre, a paciência na elucidação da dúvida, o constante empenho em atualizar-se técnica e moralmente para melhor desempenho da sua missão, são sempre as chaves com que conseguiremos penetrar com êxito desejável na atividade de Evangelização eficiente.
É importante então, que tenhamos como evidência em nossa tarefa, a necessidade do estudo e da prática dos ensinamentos da Boa Nova e da Doutrina Espírita como fator essencial, alicerce de todo o nosso trabalho, na certeza de que, quando se conhece bem a Mensagem e se dispõe a servir, o próprio Amor e o espírito de serviço, naturalmente, buscam e elegem técnicas, vencem obstáculos, levando-nos a abandonar de vez a inércia e a improvisação, a eleger o trabalho correto, metódico, simples e eficiente.
1) Recursos didáticos
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
Os recursos didáticos utilizados para as aulas de Evangelização servem de ligação entre a palavra e a realidade. Portanto, eles deverão representar essa realidade, facilitando a compreensão do evangelizando.
Dessa forma, o evangelizador necessitará sempre de dar vida a esses recursos, para que possa atingir os objetivos da aula. E precisará  ficar atento nas escolhas dos recursos didáticos, buscando:
a) adequá-los ao tema da aula, à faixa etária, às necessidades e às possibilidades dos evangelizandos.
b) torná-los fáceis de serem manejados e apreendidos.
c) analisá-los para ver se estão em bons estados de funcionamento.
d) utilizá-los em momentos oportunos.
É importante salientar que todos os recursos didáticos escolhidos pelo evangelizador deverão estar aliados ao estudo da Doutrina Espírita e à prática do Evangelho de Jesus.
2) Sugestões de atividades
As sugestões de atividades que serão apresentadas agora auxiliarão o evangelizador no desenvolvimento de qualquer tema a ser abordado nas aulas de Evangelização.
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
a) quadro negro, quadro de giz, quadro branco ou lousa: o evangelizador poderá utilizá-lo à vontade, para fazer anotações, resumos e esquemas, tendo sempre o cuidado de escrever de maneira legível e objetivamente.
b) gravuras: precisam ser, preferencialmente, nítidas, grandes, coloridas, sem muitos detalhes e buscando sempre focar aspectos positivos. Observar sempre a sensação que a gravura nos passa.
c) cartazes e murais: deve atrair os olhares dos educandos, apresentando uma boa distribuição das imagens, com cores e dizeres apropriados para o tema da aula. Os cartazes e murais podem ser usados para a incentivação, como exercício de observação e de fixação.
d) matrizes: as matrizes em folha servem como fixação do conteúdo estudado, buscando através de um simples desenho, de uma cruzadinha ou de outras atividades, fazer com que o evangelizando relembre a aula. Recomenda-se que, ao serem elaboradas e formuladas, coloquem-se os nomes da casa espírita e do evangelizador e um ensinamento da aula (através de um versículo ou de uma idéia básica sobre o assunto). Atividades que podem ser feitas em matrizes:
* cruzadinhas * coloridos diversos
* caça-palavras * frases incompletas
* enigmas (figuras que representam letras)
Todas essas atividades deverão focar as idéias ou as palavras chaves da aulinha, com o objetivo de fixar o que foi aprendido.
e) flanelógrafo: é um quadro recoberto por flanela, onde as gravuras ou frases são afixadas por fitas de lixas presas no verso. É bem utilizado para contar histórias, para fixar o conteúdo, para expor o que foi trabalhado – seja feito pelo evangelizador ou pelos evangelizandos.
f) histórias: o conteúdo das histórias deve coincidir com o objetivo da aula, não contendo erros evangélicos e nem doutrinários.
O evangelizador deve:
* estar atento se o conteúdo da história é adequado ao nível intelectual da criança.
* ensaiar a história antes de contá-la, buscando a entonação mais adequada.
* ilustrá-la com imagens coloridas, fantoches ou painéis.
g) poesias: assumem importante papel na sintonia entre evangelizador e evangelizando. São utilizadas na incentivação da aula, no desenvolvimento e na fixação da aprendizagem. Podem ser apresentadas oralmente ou por escrito, explorando seus sentidos e extraindo delas os seus ensinamentos. Através delas, trabalhamos as emoções e os sentimentos, despertando nos evangelizandos o gosto pelas artes, auxiliando-os no refinamento e na renovação espiritual. As rimas também tornam as poesias mais agradáveis, dando ritmo a elas. As poesias podem ser utilizadas também como:
* coro falado e jogral * declamação * música * jogos interativos
Para as crianças menores, as poesias poderão ser apresentadas através de fantoches, transformando os versos em músicas, em histórias, na tentativa de dar vida aos versos.
Algumas sugestões de utilização das poesias:
* descubra a palavra: diante das rimas, oferece-se aos evangelizandos o texto sem a última palavra para que eles a descubram.
* tira-dúvidas: propõe-se um debate em grupos sobre o entendimento da poesia. Sempre que possível, é importante criar perguntas que possam ser esclarecidas por todos.
* desenhando conceitos: os evangelizandos são chamados a descrever quadros que mostram situações referentes à poesia lida, desenhando-a em grupos ou individualmente.
* escolhendo palavras: os evangelizandos deverão escolher as palavras que acreditam ser as mais adequadas para os versos incompletos da poesia.
* pinga-fogo: cantando uma música, os evangelizandos deverão passar uma caixa com perguntas formuladas sobre os ensinamentos da poesia. Quando a música parar, o evangelizando que estiver com a caixa deverá responder a uma pergunta contida nela.
h) teatros: é um recurso que, se bem explorado, torna-se um atrativo e um estimulador às aulas de Evangelização. Ele pode ser apresentado aos evangelizandos ou apresentado pelos evangelizandos. Caso aconteça uma proposta para a construção do teatro com os evangelizandos, o evangelizador deverá ficar atento para que o conteúdo não fuja à pureza evangélico-dourinária. O evangelizador precisa supervisionar sempre o grupo nos ensaios, montagens e apresentações, garantindo as melhores condições de trabalho.
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
O teatro busca:
* desenvolver a capacidade de resolver problemas;
* cultivar a sensibilidade artística;
* esclarecer e ampliar conceitos;
* incentivar a criatividade;
* socializar, desenvolver bons hábitos e atitudes;
* engajar o jovem em alguma atividade do grupo espírita;
* desenvolver uma maneira reflexiva de pensar, devido à vivência dos papéis.
* promover aprendizagem real, através da experiência.
Existem várias modalidades de teatro que poderão ser utilizadas na Evangelização:
* de fantoches *de dança * de marionetes  * de sombras  * de máscaras  * de mímicas
* jogos dramáticos (conversas, histórias, fatos, cenas).
i) maquetes: auxiliará os evangelizandos a visualizarem a realidade espiritual de uma forma mais interativa e poderá ser realizada, gradativamente, junto com os evangelizandos. No entanto, o evangelizador deverá ficar atento para que essa atividade não tome grande parte da sua aula.
j) vídeos: é um recurso áudio-visual muito útil na ilustração do conteúdo a ser apreendido, mas caberá ao evangelizador alguns cuidados antecipados como: assistir ao filme antecipadamente, para avaliar se é apropriado para a aula e se está em conformidade com os princípios da Doutrina Espírita; deverá estudar o filme antes, podendo escolher as cenas que são mais marcantes para ilustrar a aula; lembrar de reservar tempo para a introdução do assunto (dar base ao evangelizando antes de assistir ao filme ou desenho, contextualizando-o quanto ao que irá assistir), reservar tempo para a explicação e para comentários, fazendo um paralelo entre o filme e o tema da aula. Os filmes e desenhos de parábolas poderão ser bem úteis.
l) músicas: elas auxiliam na reflexão dos temas das aulas, permitindo um clima de harmonia. A partir da letra de uma música, poderão ser feitas várias atividades, precisando apenas da criatividade do evangelizador. Dar preferência às músicas espíritas nas aulas ou àquelas as quais conhecemos a sua origem.
m) dinâmicas e jogos: tornam a aula de Evangelização mais agradável, atraente e interativa. Também oferece ao evangelizador recursos de incentivação, fixação e verificação da aprendizagem, dando aos evangelizandos a oportunidade de aprendizagem concreta e ativa, favorecendo e propiciando o desenvolvimento harmônico da personalidade dos indivíduos e o ajustamento social e espiritual.
Algumas posturas na aplicação das dinâmicas e dos jogos devem ser observadas:
* adequá-los às características gerais de cada faixa etária.
* prepará-los antecipadamente, levando em consideração alguns fatores como: espaço disponível na sala de aula; tempo previsto para a sua execução; número de alunos na turma e experiência anterior dos evangelizandos neste tipo de atividade.
* conhecer os evangelizandos: qualidades, habilidades e interesses.
* evitar a seleção de jogos que coloquem uma pessoa contra outra, em um espírito de competitividade, pois isso pode estimular rivalidades. Portanto, dar preferência a jogos interativos e cooperativos.
* apresentá-los com clareza, dando explicações precisas.
* caso necessite, tomar decisões rápidas, nunca perdendo a alegria e o entusiasmo durante a atividade.
* estar disposto a ajudar, ouvir, aconselhar e compreender.
* garantir todo o material necessário antes do início da atividade.
* estar atento às posturas dos evangelizandos durante a aplicação das dinâmicas ou dos jogos, sempre tendo em vista a sua tarefa de evangelizar sem constranger.
n) referências práticas: na prática, os educandos gravam e aprendem com muito mais facilidade. Dessa forma, o evangelizador poderá ir além, levando os evangelizandos a perceberem, através de objetos ou situações, sentindo ou visualizando concretamente o ensinamento que queremos transmiti-lo. Recurso utilizado inspirado em Emmanuel. Veja como pode ser fácil:
* de acordo com o Conteúdo Programático da UEM, encontraremos uma referência prática, na aulinha sobre “Missão de Allan Kardec”, em que diz que Jesus é a porta e Kardec é a chave. Através desta referência prática, o evangelizador poderá explorar o tema desde o início da sua aula.
Para o evangelizador que evangeliza em um ambiente no qual se entra por uma porta, ele poderá escrever o nome de Jesus ou colocar uma gravura de Jesus do lado de fora da porta e deixá-la trancada.
Ao chegar com seus evangelizandos para iniciar a aula, comenta:
- Xiii! A porta está fechada! Como vamos fazer para abri-la?
Os evangelizandos solicitarão a chave.
Pendurada à chave da porta da sala, estará o nome ou a foto de Kardec e será com ela que iremos abrir a porta, que é Jesus.
o) lembrancinhas: devem sempre estar relacionadas ao tema da aula ou à proposta de trabalho da Evangelização. Recomenda-se que não seja uma constante e que sempre que um evangelizador queira dar uma lembrancinha diferente para os seus evangelizandos, devem entrar em acordo com toda a equipe (coordenador e outros evangelizadores), para que todas as crianças saiam com a mesma, evitando comparações e situações constrangedoras como: uns ganham e outros não.
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
* Roteiro elaborado pela equipe de Evangelização do Núcleo Espírita “Maria de Nazaré”, embasado nas apostilas do DIJ da UEM.
I Curso para Formação de Evangelizadores da Infância e da Juventude

colaboração:Carla Maciel - yahoogrupo evangelizadores.

domingo, 2 de setembro de 2012


Perfume de gratidão
 
Jovem e idealista, ela partiu de sua terra natal, a Suíça, para ajudar a reconstruir a Polônia, depois da Segunda Guerra Mundial.
Ela assentou tijolos, colocou telhados, levantou paredes. Até o dia em que um homem cortou a perna e lhe descobriram os dotes para a medicina. Aí, junto a duas outras voluntárias, que tinham conhecimentos de medicina básica, foi servir num improvisado posto médico.
Certa noite, em que suas colegas tinham se deslocado para atender pessoas em outra localidade, ela ficou sozinha. Tomou o seu cobertor, enrolou-se e deitou sob a luz das estrelas.
Nada haverá de me acordar, hoje. Estou morta de cansaço.
No entanto, um pouco depois da meia-noite, um choro de criança a despertou. Ela pensou estar sonhando e não abriu os olhos. O choro voltou a lhe chegar aos ouvidos.
Meio dormindo, ainda, ouviu uma voz de mulher:
Desculpe acordá-la, mas meu filho está doente. Você precisa salvá-lo.
Bastou Elisabeth olhar, de forma rápida, para o garoto de três anos para descobrir que ele era portador de tifo.
Explicou para a mulher que não tinha remédio algum no posto. A única coisa que podia lhe oferecer era uma xícara de chá.
A mulher cravou nela os olhos, com aquele olhar que somente as mães em desespero possuem:
A senhora tem de salvar meu filho. Durante a guerra, nos campos de concentração, morreram doze dos meus filhos e este nasceu lá. Ele não pode morrer. Não agora que o pior já passou.
Elisabeth tomou uma decisão. Se aquela mulher andara tantos quilômetros para chegar até ali, se ela vira serem mortos uma dúzia de filhos na guerra e ainda tinha ânimo para rogar pela vida do único afeto que lhe restava, ela merecia todos os sacrifícios.
Tomou da criança e, com a mãe, caminhou trinta quilômetros, até encontrar um hospital. Depois de muita insistência, conseguiu que a criança fosse internada.
Mas havia uma condição: somente depois de três semanas, elas poderiam retornar para saber notícias. Afinal, o hospital estava cheio e os médicos atolados de tarefas.
Elisabeth voltou para as atividades do seu posto médico e tanto trabalho teve nas semanas seguintes, que até esqueceu o garoto.
Certa manhã, ao despertar, encontrou ao lado do seu cobertor, um lenço cheio de terra. Abrindo-o, viu, junto com a terra, um bilhete: Para a pani doutora.  Da senhora W.  Cujo último dos treze filhos você salvou, um pouco de terra abençoada da Polônia.
O menino estava vivo.
Um grande sorriso se abriu no rosto cansado de Elisabeth.
E ela compreendeu o que acontecera. A mulher andara mais de trinta quilômetros até o hospital e apanhara ali o seu filho vivo.
De Lublin, levara-o de volta até o povoado onde vivia. Pegara um punhado de terra do seu chão e tornara a andar muito para deixar, quieta, sem perturbar, na calada da noite, o seu presente de gratidão.
Elisabeth Kübler-Ross guardou o embrulhinho de terra que se tornou para ela o presente mais valioso que jamais recebera.
*   *   *
A gratidão é perfume acondicionado no frasco d’alma. As criaturas o deixam evolar-se, de forma sutil, envolvendo aqueles a quem são gratos, numa aura de bem-estar.
Naturalmente, ninguém realiza o bem esperando agradecimento mas, quando a gratidão se manifesta, é como a brisa que abençoa a tarde morna com sua presença.
Refaz corações e aumenta a disposição para novas realizações, em prol do próximo.
Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 9, do livro 
A roda da vida, de Elisabeth
Kübler-Ross, ed. Sextante.

Em 16.07.2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ANIMAIS QUE NÓS SERES HUMANOS
PRECISAMOS DOMAR

DOIS FALCÕES
DUAS ÁGUIAS
DOIS COELHOS
UMA SERPENTE
UM ASNO
UM LEÃO

DOIS FALCÕES: ( Os Olhos )
Se lançam sobre tudo o que aparece
seja bom ou seja mau.
temos que doma-lo para que se fixe
sobre uma só presa.

DUAS ÁGUIAS: ( As Mãos )
Tem que ser treinadas para que
sejam uteis e ajudem sem ferir.

DOIS COELHOS: ( Os Pés )
Temos que ensina-los a ficar quietos
mesmo que seja penoso ou desagradavel.
Pois eles querem ir sempre aonde lhes
agradem se esquivando das dificuldades


UMA SERPENTE: ( A Lingua )
Apesar de estar presa em uma jaula de 32 barras
ela esta sempre pronta para morder e envenenar
os que a rodeiam. É somente abrir a Jaula.

UM ASNO; ( O Corpo )
Nunca quer cumprir as suas obrigações
alegando cansaço e se recusa a transportas
as cargas do dia a dia.

UM LEÃO: ( O Coração )
Ele quer ser REI, O Mais importante,
Superior a todos Vaidoso e orgulhoso.

Tenha um ótimo dia !!!!


( Desconhecido a autoria deste texto )

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Zé e seu Guincho
Lá estava eu com a minha família, de férias, num acampamento isolado, com carro enguiçado. Tentei dar a partida no carro. Nada. Caminhei para fora do acampamento, e felizmente meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho que passava por ali. Minha mulher e eu concluímos que estávamos à mercê de uma bateria descarregada.

Sem alternativa, decidi voltar a pé até uma vila mais próxima, a alguns quilômetros de onde estávamos. Duas horas depois, com um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto lembrei que era Domingo.

O lugar estava fechado, mas havia um telefone público e uma lista telefônica caindo aos pedaços. Telefonei para a única companhia de auto socorro, localizada na cidade vizinha, a cerca de 30 km.

Zé atendeu o telefone e me ouviu, nos mínimos detalhes. 

- Não tem problema - ele disse quando dei minha localização - normalmente não trabalho aos domingos, mas estarei aí em mais ou menos meia hora.

Fiquei aliviado de obter socorro, mas preocupado com as implicações financeiras que essa oferta de ajuda, significaria. Ele chegou em seu reluzente caminhão-guincho, e nos dirigimos para a área de acampamento.

Quando saí do caminhão, observei com espanto, o Zé descer com aparelhos na perna, amparado por muletas. 
Ele era paralítico! 

Enquanto ele se movimentava, comecei novamente minha ginástica mental para calcular o preço da sua boa vontade.

- É só uma bateria descarregada, uma pequena carga elétrica e vocês poderão ir embora, disse.

Ele reativou a bateria e enquanto ela recarregava, distraiu meu filho pequeno com truques de mágica. Até tirou uma moeda da orelha e deu a meu filho.

Enquanto ele guardava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.

- Ó! Nada! - respondeu, para minha surpresa.

- Tenho que lhe pagar, afinal, esse é o seu trabalho.

- Não - ele reiterou - Há muitos anos atrás, alguém me ajudou a sair de uma situação pior do que esta, quando perdi as minhas pernas. O sujeito me disse apenas para "passar isso adiante". Portanto, você não me deve nada.
Devemos estar sempre prontos a retribuir
            www.planetamais.com.br
Por um Mundo Melhor!

ESCOLA DE EVANGELIZAÇÃO INFANTIL “ALLAN KARDEC”
CENTRO ESPÍRITA DO CALVÁRIO AO CÉU


TEMA: O céu e o inferno na visão espírita

AULA: Conversação dirigida

SALA: André Luiz                                7 e 8 anos
DATA: 16/10/11
EVANGELIZADORES: Luci / Naira



INFORMATIVO: Informar às crianças que o céu e o inferno são estados de espírito.
OBJETIVOS:

FORMATIVO: Formar na criança a vontade de construir o céu dentro de si.


INCENTIVO INICIAL: Perguntar às crianças o que elas entendem por céu e inferno.

DESENVOLVIMENTO: Céu é o espaço que circunda a Terra, particularmente o que está cima do nosso horizonte. A ideia de céu, como um local de eterno gozo e ociosidade é equivocada. Mesmo porque ninguém gostaria de ficar pela eternidade sem nada para fazer, em pouco tempo estaria entediado. Segundo a Doutrina Espírita, céu é um estado de espírito, pois a destinação do Espírito após a morte será de acordo com a sua realidade íntima, suas obras e sua evolução.
 Inferno na concepção de um lugar de eterno sofrimento, onde as pessoas queimam pela eternidade também não é real. Deus não seria bondoso e justo se condenasse seus filhos a penas eternas, sem chance de aprender a fazer certo. Nem nossos pais, que são Espíritos imperfeitos, dão-nos castigos que duram para sempre?
Da mesma maneira, o
umbral não é o inferno dentro da concepção espírita. É uma região do mundo espiritual inferior, por onde estagiam Espíritos infelizes, o qual pode ser analisado de várias formas. No sentido de portal, de passagem para o mundo espiritual, não representa propriamente uma região específica, mas uma porta de entrada no mundo espiritual por onde todos passarão. O umbral também pode representar um estado de alma. Em qualquer lugar, onde o Espírito estiver pensando no mal ou alimentando sentimentos contrários à lei de amor, estará vivendo seu Umbral interior, em virtude da psicosfera mental densa que gera. O umbral também poderá ser um lugar definido. São as regiões inferiores do mundo espiritual formadas pela concentração de Espíritos de baixo padrão vibratório. Os Espíritos infelizes, de acordo com o seu nível evolutivo, quando desencarnam, por uma força de atração semelhante à que a gravidade exerce sobre a matéria, serão conduzidos para esses lugares, onde estarão os Espíritos que desencarnam com a consciência pesada, cheios de culpas, de remorsos; os viciados, que vão em busca da satisfação dos mesmos vícios e gozos que alimentaram na Terra; e os que falharam no cumprimento dos compromissos assumidos antes de reencarnar.
Tempestade de idéias:
         1 - O céu e o inferno podem ser aqui mesmo na Terra? O céu e o inferno podem ser aqui mesmo na Terra, a depender de nossas atitudes. São estados de alma, que nós elegemos no dia a dia, através de pensamentos, atitudes e palavras.

         2 - O que é a salvação segundo a Doutrina Espírita? LEI DE EVOLUÇÃO. O único determinismo a que está sujeito o Espírito é o da evolução, pois o Universo evolui constantemente, mas o ritmo dessa evolução é ditado por nós mesmos.

         3 - A qual religião pertencem os Espíritos que se salvam? Os que se salvam são os que consolam os doentes e os órfãos em suas aflições; os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos; os que se salvam são os que amam o próximo; os que se salvam são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal.

         4 - O que acontece com os Espíritos adiantados após o desencarne? São conduzidos as esferas mais elevadas de acordo com o progresso já realizado.

         5 - O que acontece com os Espíritos atrasados após o desencarne? Alguns gravitam um tempo entorno do cenário que viveram: lar, trabalho, meio social; são atraídos para as regiões inferiores do mundo espiritual: vícios, desejos, sentimentos inferiores...

         6 - Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal? O Livro dos Espíritos, questão 642.

         7 - Existem penas eternas? Não existem penas eternas – nem um pai humano não nos deixa de castigo para o resto da vida.

         8 - O que é uma alma penada? Alma penada é uma alma sofredora, que está no mundo espiritual, incerta de seu futuro, e podemos auxiliá-la através de uma prece.


ATIVIDADE DE FIXAÇÃO: Ler para as crianças a estória “Céu e inferno íntimos” para fechar o raciocínio.

Céu e inferno íntimos

         Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
         - Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
         O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
         - Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.
         - Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
         O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.
         Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
         - “Aí começa o inferno”, disse-lhe o sábio mansamente.
         O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
         O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
         O velho sábio continuou em silencio.
         Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
         Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
         - “Aí começa o céu”.
         Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade.
         Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.
         A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.
         É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.
         Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.
         Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.
         Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.
         Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.
         Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.
         Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da resignação.
         Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.
         A decisão depende sempre de nós mesmos.
         Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.
         Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

AVALIAÇÃO: ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Aula elaborada pela evangelizadora Naira no dia 11-10-11.